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segunda-feira, 15 de maio de 2017

D. Pedro IV


D. Pedro IV foi o segundo filho varão de D. João VI e de D. Carlota Joaquina.

Nasceu no dia 12 de Outubro de 1798, no Palácio de Queluz.

Em 1807, D. Pedro foi viver no Brasil, porque as tropas napoleónicas estavam a caminho de Lisboa para a 1.ª Invasão Francesa.

Quando a família Real regressou a Lisboa, D. Pedro continuou no Brasil, ocupando o cargo de regente.

Perante as exigências das Cortes para que voltasse do Brasil para Lisboa, D. Pedro recusou a ordem e decidiu proclamar a independência do Brasil e foi coroado imperador.

Após a morte do seu pai, D. Pedro foi também proclamado rei de Portugal.

D. Pedro IV resolveu os primeiros conflitos entre Liberais e Absolutistas desistindo do trono a favor de sua filha, D. Maria da Glória – D. Maria II.

Depois do seu irmão D. Miguel ter faltado à palavra e ter reposto o regime absolutista, abandonou o brasil e dirigiu se para a Europa com a sua filha, D. Maria II.

Nos Açores, assumiu a regência e preparou a expedição militar que partiu para Portugal Continental e desembarcou próximo do Porto.

Liderou o exército Liberal contra os absolutistas, vencendo a guerra civil de 1832/1834.

D. Pedro morreu no Palácio de Queluz, a 24 de setembro de 1834.


Alexandre Herculano


Alexandre Herculano de Carvalho e Araújo, nasceu em Lisboa, a 28 de março de 1810. Foi escritor e jornalista.

Marcado, na juventude pelo domínio inglês e pelas ideias liberais vindas de França, participou na revolta falhada do Regimento n.° 4 de Infantaria de Lisboa contra o governo absolutista de D. Miguel (21 de agosto de 1831), o que o obrigou a refugiar-se num navio francês, nele fugindo para Inglaterra e depois para França.

Alexandre Herculano fez parte do exército liberal de D. Pedro IV que desembarcou no Mindelo e ocupou a cidade do Porto.

Alexandre Herculano dirigiu as bibliotecas reais e foi precetor do futuro rei D. Pedro V.

Foi eleito de deputado pelo Partido Cartista em 1840.

Abandonou cedo a participação na vida pública e acabou a sua vida dedicando-se à atividade rural.

Alexandre Herculano faleceu a 18 de setembro de 1877.


Almeida Garrett


Almeida Garrett nasceu no Porto, em 4 de fevereiro de 1799.

Almeida Garrett frequentou o curso de direito, mas é mais conhecido como escritor, pelos seus livros de drama e romance, tendo sido um impulsionador do teatro em Portugal.

Almeida Garrett participou na revolução liberal de 1820.

Quando D. Miguel proclamou a monarquia absoluta e começou a perseguição aos liberais, exilou-se em Inglaterra e, depois, em França.

Regressou a Portugal integrado no exército liberal de D. Pedro.


Gomes Freire de Andrade


Gomes Freire nasceu em Viena no dia 27 de Janeiro de 1757. Os seus pais eram António Ambrósio Pereira Freire de Andrade e Castro e uma Condessa Austríaca

Gomes Freire foi destinado à carreira militar. Em 1782 foi promovido a alferes e passou à carreira naval na Armada Real.

Serviu como voluntário no exército de Catarina II de Rússia em guerra contra a Turquia (1788). Distinguiu-se em várias campanhas. Também serviu, ainda, no Exército Prussiano, de 1792 a 1793, contra a França.

Voltou a Lisboa em 1793. Em 1801, participou na chamada Guerras das Laranjas contra a Espanha.

Foi em sua casa que se realizou a grande assembleia que levou à organização definitiva da Maçonaria Portuguesa, sendo logo eleito como um dos seus principais líderes.

Com as invasões francesas, integrou a “ legião portuguesa” criada por Junot e que partiu para frança em Abril de 1808. Combateu em Espanha, Alemanha, Suíça, Áustria e Polónia e participou na campanha da Rússia, até 1813.

Passou depois à Grã-Bretanha e Irlanda, regressando, finalmente, a Portugal, em Maio de 1815.

Viria a ser detido e tratado como um criminoso por ter sido acusado de participar numa conspiração contra o domínio inglês em Portugal.

Conheceu, apenas, um simulacro de julgamento, e condenado á morte e enforcado (embora tenha pedido para ser fuzilado) junto ao forte de São Julião da Barra, em Oeiras, por crime de traição á Pátria. Ficou na História como Símbolo dos mártires da liberdade.



Manuel Fernandes Tomás


Manuel Fernandes Tomás nasceu na Figueira da Foz, a 30 de Junho de 1771, numa família da burguesia.

Matriculou-se na Universidade de Coimbra e tirou o curso de direito, seguindo carreira na magistratura.

Em 1818, Manuel Fernandes Tomás fundou uma sociedade secreta, o Sinédrio, com Ferreira Borges, Silva Carvalho e Ferreira Viana.

O Sinédrio teve um papel de relevo no movimento liberal de 1820.

Manuel Fernandes Tomás foi eleito deputado às Cortes Constituintes.

Faleceu em Lisboa, em 19 de Novembro de 1822, poucos dias depois da Constituição ter sido jurada.


A guerra civil entre liberais e absolutistas


Tomando conhecimento do que se passava, o imperador Pedro I abdicou da coroa do Brasil para o filho Pedro II e viajou para Portugal para defender o direito ao trono português por parte de sua filha e lutar contra o seu irmão absolutista.

Em 1831, estabeleceu a ilha Terceira nos Açores como base de operações. D. Pedro partiria depois daí, para invadir o continente português a norte do Porto, na praia de Pampelido, no que ficou conhecido como Desembarque do Mindelo (8 de Julho de 1832).

Os liberais ocuparam a cidade do porto, abandonada pelos realistas (absolutistas). Depois a cidade foi cercada por estes.

Entre Julho de 1832 a Agosto de 1833 as tropas de D. Pedro estiveram sitiadas pelas forças realistas fiéis a D. Miguel. A resistência da cidade do Porto e das tropas de D. Pedro deram a vitória da causa liberal em Portugal.

Outras forças liberais libertaram o sul do país do poder absolutista e D. Pedro partiu para a capital, finalmente reconquistada pelas tropas liberais a 24 de Julho de 1833.

A guerra terminou quando os liberais derrotaram definitivamente os absolutistas e a paz foi assinada na Convenção de Évora-Monte, em 1834, o que determinou o regresso da rainha D. Maria II à coroa e o exílio de D. Miguel para a Alemanha.

Estava restaurada a monarquia constitucional ou monarquia liberal.



As conspirações absolutistas


Quem não estava de acordo com o regime liberal e pretendia restaurar a monarquias absoluta eram muitos dos membros da nobreza e do clero

Essas pessoas eram apoiadas pelo infante D. Miguel.

D. Miguel chefiou duas revoltas contra o liberalismo, acabando por ser derrotado e forçado a sair do país.

Com a morte de D. João VI, D. Pedro abdicou da coroa de Portugal a favor de sua filha, D. Maria da Glória – D. Maria II.

Para resolver os problemas entre liberais e absolutistas, D. Pedro acordou o casamento de D. Maria com D. Miguel, que poderia regressar ao país. Este governaria como regente, enquanto D. Maria não tivesse idade para governar, jurando cumprir as leis constitucionais.

D. Miguel jurou cumprir estas condições, mas depois não cumpriu com o que foi prometido e intitulou-se rei absoluto.

Iniciou-se um período de perseguição aos liberais.



A revolução de 1820


Os portugueses sentiam que D. João VI não cuidava do reino, que a metrópole se tornara numa colónia do Brasil, sob influência britânica , situação agravada ainda pelos recursos constantes para o Brasil e o permanente desequilíbrio orçamental.

Em 1818, um grupo de liberais do Porto formou uma associação secreta, o Sinédrio, que era liderada por Fernandes Tomás e tinha como objetivo preparar uma revolução.

Assim, às primeiras horas da manhã de 24 de agosto de 1820, o exército, sob a liderança dos coronéis Sepúlveda e Cabreira, revoltou-se no Campo de Santo Ovídio, no Porto. De imediato se efetuou uma reunião na Camara Municipal, formando-se uma Junta Provisional do Governo Supremo do Reino, sob a presidência do brigadeiro-general António da Silveira.

De seguida a revolução espalhou-se rapidamente sem resistências para outros centros urbanos, estendeu-se a Lisboa e ao resto do país. Os ingleses foram afastados do governo e os revolucionários criaram um governo provisório que de imediato tomou medidas. As medidas tomadas foram a realização de eleições com o objetivo de escolher deputados ás cortes constituintes para elaborar uma constituição. As primeiras eleições realizadas em Portugal aconteceram em Dezembro de 1820.

Os revolucionários pretendiam o imediato retorno da corte do Brasil e a restauração da exclusividade de comércio com o Brasil.

As cortes reuniram-se solenemente em janeiro de 1821. Ainda nesse mesmo ano a corte retornou a Portugal, à exceção do príncipe D. Pedro, que permaneceu no Brasil na condição do Príncipe Regente.

No Brasil, descontente com as exigências das Cortes, o príncipe D. Pedro declarou a independência do Brasil e tornou-se o seu primeiro imperador.

A primeira constituição Portuguesa foi jurada a 23 de Setembro de 1822.



Os princípios fundamentais da Constituição de 1822 eram a liberdade e a igualdade dos cidadãos fosse qual fosse a sua origem social, acabando-se desta forma com os privilégios do Clero e da Nobreza. A Constituição consagrou a divisão do poder em três poderes – legislativo, executivo e judicial.

A conspiração de 1817

Após as invasões francesas, a situação económica em Portugal era de uma gravidade extrema.

Portugal ficou numa situação muito crítica, pois ele estivera envolvido em diversas guerras o que provocou um enorme desgaste nos vários setores da economia (comércio, agricultura e indústria). Portugal ficou mais pobre.

A família real encontrava-se no Brasil. O príncipe regente D. João quando chegou ao Brasil anunciou a abertura dos portos brasileiros ao comércio das nações (1808).

O rei D. João IV foi aclamado, no Rio de Janeiro, Rei do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarve, não demonstrando vontade de voltar para Portugal.

Quem tinha o predomínio politico e militar em Portugal era o general William Beresford, também marechal-chefe do exército português. Os oficiais britânicos ocupavam os postos mais altos e os oficiais portugueses não encaravam bem a situação.

Em Lisboa formou-se o “Supremo Conselho Regenerador de Portugal e Algarve”, que integrava os oficiais do exército e maçons (elementos de uma sociedade secreta – a Maçonaria), com o objetivo de expulsar os britânicos do controlo militar de Portugal, assim promovendo a “salvação da independência” da pátria.

Em Maio de 1817,a sua repressão conduziu à prisão de muitos suspeitos, entre os quais, o general Gomes Freire de Andrade, acusado de ser o líder da conspiração contra a monarquia de D. João VI.

Beresford entregou toda a documentação que possui ao Marques de Borba, Governador presidente do conselho de regência por intermédio de D.Miguel Pereira Forjaz.

Em outubro de 1817, o tribunal considerou culpados de traição à pátria e sentenciou à morte, por enforcamento, doze acusados. A sua execução teve lugar no dia 18, no Campo de Santana (hoje Campo dos Mártires da Pátria).



O general Gomes Freire de Andrade foi executado na mesma data, no Forte de São Julião da Barra.

segunda-feira, 8 de maio de 2017

O tema do projeto

A turma aceitou a proposta de trabalhar sobre os direitos (des)humanos porque nas aulas de HGP falamos em muitas situações em que os direitos humanos não eram respeitados: o trafico de escravos, o tribunal da Inquisição, a perseguição aos liberais,etc.

Pensámos que era interessante abordar este tema.


terça-feira, 2 de maio de 2017

Apresentação do projeto

A turma do 6º D está a desenvolver, na disciplina de História e Geografia de Portugal, um trabalho sobre os direitos (des)humanos, onde procuramos compreender como evoluiu a vida na época contemporânea (desde a revolução liberal até à atualidade), dando mais atenção aos acontecimentos e às situações em que os direitos humanos não são respeitados e às pessoas que fizeram com que houvesse mais liberdade e direitos em Portugal.

Seguimos o método do trabalho de projeto: na primeira fase tivemos a sessão de brainstorming (chuva de ideias), onde demos as nossas ideias, falámos de como vamos fazer o trabalho, como o podemos apresentar. A turma 6ºD debateu em diálogo sobre como fazer a pesquisa para desenvolver o trabalho. A turma pensou, para levar o trabalho mais além e torná-lo público, criar um canal no youtube e este blogue.




A seguir, a nossa turma decidiu fazer o mapa mental para responder a perguntas que nos pudessem ajudar a pensar e a ordenar o projeto: quem, o quê, porquê, onde e quando. Também pensámos no que podia dificultar o trabalho, para encontrarmos outras soluções.



Depois fizemos a árvore de atividades com o calendário do projeto, isto é, planificámos o trabalho ao longo do tempo e e vimos como as tarefas se ligavam umas com as outras até chegarmos aos trabalhos que queremos apresentar no fim.

Este trabalho realizou-se na nossa sala de aulas habitual e foi sendo afixado no painel da sala. Depois, para iniciarmos os nossos trabalhos de pesquisa, a turma organizou-se em grupos e passámos a ter as aulas na sala de computadores.

Nesta sala, em painéis de cortiça, estão as cartolinas com o trabalho de planificação que foi feito desde o princípio.


Todas as semanas vamos verificando o avanço do trabalho, usando quadradinhos de cores - verde, amarelo e vermelho - para registar o que já está feito, o que está ainda a ser feito e o que está em atraso.